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Temposnotempo

Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...

Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...

Temposnotempo

26
Out08

Poesia do Antigo Egipto

temposnotempo

Com os códigos escritos decifrados deu-se a abertura ao(s) espanto(s): a literatura, a poesia, os papiros administrativos, os “tratados médicos”, os escritos políticos, as inscrições nas pirâmides, nos túmulos e nos templos a “falarem”,  a revelarem, finalmente, o que por tantos séculos calaram, prontos a dialogar com toda uma imensa curiosidade acumulada e “milhentas” interrogações com respostas por compulsar…

 

 Papiro de Turim (Reinado de Ramsés II?-1279-1213 a.c.)

 

Fica, sobretudo, esta capacidade de nos seduzirem, de nos fazerem sentir muito perto deles, em muitas coisas, como se 3 mil anos não fossem mais que uma dúzia de décadas, disfarçadas…

 

Dois exemplos apenas, de poemas datados entre 1567 e 1085 a.c. que retiro do livro Poemas de Amor do Egipto Antigo (tradução de Hélder Moura Pereira, Assírio &Alvim, 1998)

 

 

1.

 

Tê-la visto

Tê-la visto aproximar-se

Com tanta beleza é

Alegria para sempre no meu coração.

Nem o tempo eterno pode retirar-me

Aquilo que ela me trouxe.

 

2.

 

Quando me dá as boas vindas

De braços bem abertos

Sinto-me como aqueles viajantes que regressam

Das longínquas terras de Punt.

 

Tudo se muda; o pensamento, os sentidos,

Em perfume rico e estranho.

 

E quando ela entreabre os lábios para beijar

Fico com a cabeça leve, fico ébrio sem cerveja.

 

23
Out08

Champollion (1790-1832)

temposnotempo

Jean-François Champollion      Um dos problemas centrais para a decifração das escritas antigas tem sido mesmo a dificuldade da tarefa: como códigos de escrita correspondentes a línguas mortas, e por isso desaparecidas - para além da dificuldade acrescida de em larga maioria serem ideográficas e não alfabéticas - como chegar à descodificação dos símbolos utilizados, à compreensão do seu lugar nos textos, à relação que cada sinal estabelece com os precedentes e os posteriores e por aí fora.

 

Para a escrita egípcia a "Pedra de Roseta" foi providencial. A partir dela Jean-François Champollion concretizou, em 1822, as bases do que até aí parecia impossível: após 15 anos de um persistente e empenhado trabalho de pesquisa pôde comunicar ao mundo que havia decifrado o complexo código da escrita hieroglífica!

 

Hoje "a Pedra" repousa no Museu de Londres, mas tem uma cópia fiel no Museu do Cairo que, como se percebe, não pára de sonhar com a recuperação do original

O Museu Britânico

Museu de Londres

23
Out08

Do Velho Egipto

temposnotempo

Tinha ficado a promessa junto do 10º D do post sobre a Pedra de Roseta, a chave decifradora da antiga escrita egípcia (e isto a propósito da estela com escrita do sudoeste de que hei-de falar... quando o tempo deixar!...), mas como já avançámos com o blogue de turma e lá já "habita" um post recente sobre o tema, para lá vos envio: aproveitam e ficam a conhecer o tal!...(com BIG BANG e tudo!!)

 

http://oficinadahistoriab.blogspot.com/

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