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Temposnotempo

Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...

Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...

Temposnotempo

08
Dez10

A TERRA em que vivemos...

temposnotempo

 

Falar hoje da TERRA é "canja"!!

 

Saber como ela é ainda mais!!

 

Querem vê-la?

 

 

http://www.ccvalg.pt/astronomia/sistema_solar/terra.htm  (visitem! É espectacular!)

 

 

Algumas dúvidas sobre a sua forma, partes que a compõem - continentes, oceanos, mares, planícies, etc. etc.. - atmosfera que a cerca, etc.?

 

Hoje já não!

 

As fotografias tiradas do espaço pelos astronautas e pelos satélites desvendam-na! Comprovam-na (como se fosse preciso!!...)! Sabem-se distâncias, velocidades de rotação, desenhos de órbitas, composições químicas, e por aí fora!!

 

Ficheiro:The Earth seen from Apollo 17.png  

 

1ª foto da Terra tirada do espaço - Tripulação da Apolo 17 - 7/12/1972

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Bolinha_Azul

 

 

Mas, perguntam: e isto tudo porquê?

 

Bem tirem as vossas conclusões!! Na aula, depois, falamos!!

 

 

 

 

"Um mapa-múndi do século XV, copiado de uma versão do século XIII, com um esboço da costa setentrional dos Estados Unidos".

http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Imagem_em_destaque/Dezembro_de_2007

 

 

"Cosmografia" de Ptolomeu (século I-II d.c.) - edição de 1482

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mapa-mundi de Henricus Martellus - c. 1490

 

 

 

 

 

 

 

 

http://www2.crb.ucp.pt/historia/abced%C3%A1rio/dias/desenvolvimento/index.htm

 

 

 

 

 

 

 

 

Este mapa de Martin Waldseemüller (1470-1521), do início do século XVI,  é o único exemplar conhecido deste mapa-múndi em particular, e contém uma das primeiras aparições do nome “América”. O mapa é geralmente conhecido como o “Mapa do Almirante”, pois em certa época, acreditou-se ter sido obra de Colombo, a quem frequentemente se referiam como “Almirante”. Waldseemüller foi um estudioso e cartógrafo alemão que, em 1507, publicou Cosmographiaie Introductio (Introdução à cosmografia), na qual sugeria que o Novo Mundo fosse chamado de “América”. No mesmo ano, Waldseemüller e seus colegas em Saint Die, na França, compilaram o primeiro mapa do mundo que mostrava o Hemisfério Ocidental como um continente distinto, atribuindo-lhe o nome de América. Este mapa foi feito algum tempo depois de 1507".

 

http://blig.ig.com.br/geomarcelocoelho/2009/04/23/63/

 

 

 

Planisfério português, dito de "Cantino" - c. 1502

 

http://alcatruz.blogspot.com/2009/10/portugal-e-o-mundo-rever-exposicao.html

 

 

31
Out10

A PESTE NEGRA

temposnotempo

 

 

   Pormenor de uma pintura da Flandres (A Peste Negra em Tournai)

http://umolharsobreomundodasartes.blogspot.com/2009/10/acontecimento-peste-negra.html

 

 

Muito do nosso imaginário europeu, no que se refere ao século XIV, está ligado a um acontecimento absolutamente trágico - creio mesmo que o mais trágico de sempre, olhando à percentagem (aproximada, uma vez que não se possuem números exactos) do número de vítimas (entre 30 e 40% da população europeia, em média, conforme as regiões - várias dezenas de milhões de mortos, portanto): a "Peste Negra".

 

 

 

 

A peste, nesses tempos recuados (documentada já no século V a.c., em Atenas, por exemplo, onde Péricles morreu de peste)  era um fenómeno habitual, endémico.

 

Sem perceberem as suas causas (nada se sabia então sobre vírus, bactérias, infecções), julgavam que a peste era um castigo divino. Mas ao mesmo tempo foram percebendo a ligação que existia entre os períodos de peste e a chegada às cidades de comerciantes estrangeiros provenientes de zonas contaminadas.

 

Não dispondo de meios científicos para a debelarem, só restava a esses homens e mulheres, para além desse controlo de chegadas, a fuga desesperada quando os primeiros casos se declaravam, na tentativa desesperada de se afastarem dos infectados.

 

Quando já era tarde ou não o podiam fazer, restava-lhes recorrer aos meios de combate disponibilizados (totalmente ineficazes) pelos escassos meios "médicos" existentes: o isolamento dos doentes; as fumigações e a queima das roupas, casas e pertences dos infectados; as rezas e procissões expiatórias (em que os participantes se auto-flagelavam com chicotes e outros instrumentos agressores); as danças místicas; poções e unguentos "mágicos" e pouco mais. São tempos de obscurantismo e, por isso, da prática de atrocidades terríveis: na Alemanha, na França, na Catalunha, por exemplo, as populações culpam e massacram os judeus, acusados em muitos casos de terem envenado a água dos poços.

 

 

  

   Médico da época com um vestuário anti-peste

 

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Peste_negra

 

 

Classicamente as causas desta epidemia, considerada uma "peste bubónica" foram atribuídas a bactérias do tipo da "Yersinia pestis", tendo os ratos e as pulgas como veículos da inoculação principais. Presentes nos ratos, eram essas bactérias transmitidas às pulgas que, depois, ao picarem os seres humanos, lhas inoculavam. Outros meios de inoculação eram possíveis: mordedura de ratos, contacto com cadáveres infectados, inalação de gotículas de saliva contaminada ou contacto com sangue igualmente contaminado.

 

A evolução da doença era rápida e os sintomas horrorosos: verificava-se o aparecimento de chagas ("bubões") que ao multiplicar-se deixavam o corpo todo negro, daí a designação da epidemia que ficou para a História. Mas um outro tipo de sintomas surgiu também então: uma infecção pulmonar que evoluia mutio mais depressa e se transmitia rapidamente pelo ar (saliva).

 

Em Portugal terá entrado em Setembro de 1348, tendo sido as cidades e as zonas de mosteiros as mais afectadas. Calcula-se que cerca de dois terços da população terá sido atacada e cerca de um terço não terá sobrevivido.

Mas o pior é que ao surto de 1348-1350 se seguiram outros que, embora menos mortíferos, ainda debilitaram mais - fisicamente e moralmente - as populações: há registos nos documentos de "peste" em 1356, 1361-63, 1374, 1383-85, 1389, 1400, 1414-16, 1423, 1429, 1432, 1437-39, 1448-52, 1456-58, 1464, 1472, 1477-81 e 1483-87, todas elas com correspondência europeia (sigo, A.H. de Oliveira Marques, Portugal na Crise dos Séculos XIV e XV, Presença, p.21).

 

No entanto, outros estudos têm vindo a alertar para a provável acção conjugada de vírus, de tipo hemorrágico, ou mesmo para o facto de ser essa a causa principal da "pestilência, e estarmos perante uma "peste hemorrágica" e não "bubónica".

 

 

 

No século XVIII a Peste começou a desaparecer da Europa. Em Portugal a última foi em 1899, na cidade do Porto. Hoje a ciência médica dispõe de meios cada vez mais eficazes, embora as epidemias graves continuem a assolar as populações de todo o mundo.

 

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