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Temposnotempo

Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...

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Temposnotempo

16
Out08

Tempos de pobreza

temposnotempo

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

 

Amanhã (17), celebra-se do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, declarado pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1993. A partir de amanhã e até domingo (19), estão previstas diversas manifestações de organizações e movimentos sociais na busca de pressionar a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, cujo primeiro deles é a redução à metade dos níveis de pobreza até ao ano de 2015.

(http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=35545)

 

Para outra abordagem, mais completa e documentada, aconselho:

 

http://www.oct17.org/Historia-do-dia-17-de-Outubro.html

 

Mensagem da ONU:

 

Genebra, 16 out (EFE).- A fome que atinge atualmente 925 milhões de pessoas no mundo não poderá ser eliminada simplesmente aumentando os volumes de produção, mas requer uma mudança total do sistema produtivo.

Este é o principal ponto da mensagem emitida hoje pelo relator da ONU para o Direito à Alimentação, Olivier De Schutter, por ocasião do Dia Mundial da Alimentação.

 

"A violação diária e em massa do direito à alimentação tem sua fonte não na produção insuficiente de alimentos, mas em um sistema de produção cujos limites se tornaram claros agora. É preciso construir um novo sistema sobre as ruínas do antigo", afirmou.

 

Para o especialista, "a situação de fome no mundo é alarmante. Como resultado da atual crise, cerca de 100 milhões a mais de pessoas caíram na extrema pobreza. Hoje, há 925 milhões de pessoas com fome no mundo, dos 848 milhões do período 2003-2005".

 

De Schutter constatou que, "apesar de os preços dos alimentos nos mercados internacionais terem caído desde que chegaram a seu máximo em junho de 2008, os preços nos mercados nacionais continuam historicamente altos".

 

Em muitos países, acrescentou, especialmente nos importadores em desenvolvimento, o brutal aumento dos preços levou muitas famílias a reduzir a quantidade de comida que consomem ou a recorrer a dietas mais pobres, sem os necessários nutrientes para as crianças.

 

De Schutter ressaltou que o desafio "não é aumentar os volumes de produção, mas garantir que esta produção aumente a renda dos que mais precisam, pequenos agricultores que mal vivem de suas colheitas, trabalhadores rurais sem terra e pescadores".

 

"Isso significa não só manter os preços a níveis acessíveis, mas também reduzir a brecha entre os preços do produtor e os que pagam o consumidor", acrescentou.

 

O especialista afirmou que é preciso ajudar o pequeno produtor a fortalecer sua capacidade de produção e, ao mesmo tempo, protegê-lo das conseqüências dos voláteis preços internacionais e do risco da concorrência desleal dos produtores agrícolas dos países industrializados, que se beneficiam de subsídios maciços. EFE


(http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/)

 

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