Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...
2.2.09

 

Tem andado arredada cá do blogue a poesia...

 

Faz falta! E como continuo a descobrir que no youtube não há só música ou filmes documentais, mas também da dita - como aliás já ao princípio vos propus naquele post do Paco Ibanez - aí vai uma pequena surpresa para um grandessíssimo (e um tanto esquecido ultimamente) poeta: PABLO NERUDA (1904-1973).

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=wa-PtGBJCyg

 

E agora o poema! Disfrutem e digam-me se gostam! Façam a vossa leitura! E pq não enviá-la para o youtube?

 

ME GUSTAS QUANDO CALLAS

 

Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
Déjame que me calle con el silencio tuyo.
.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto

 

(http://www.tinet.org/~elebro/poe/neruda/neruda22.html)

 

Andei à procura de uma tradução mas não opto por nenhuma das que espreitei. Isto de traduzir poesia tem que se lhe diga... Está publicado em livro - é o Poema 15 de 20 Poemas de amor e uma canção desesperada, de 1924 - mas não o tenho. Vou tentar encontrá-lo com mais tempo! Entretanto, se vos interessar, é só pesquisar, ou pelo autor, ou pelo título em português - Gosto quando te calas -, ou pelo livro, ou em conjugação dos três!

 

link do postPor temposnotempo, às 22:27  comentar

A propósito do Regicídio (1 de Fevereiro de 1908) - que abordámos no 9º ano - vejam um artigo publicado no OficinadaHistória, dos colegas do 10º D, com óptimas ilustrações!

 

http://oficinadahistoriad.blogspot.com/

 

link do postPor temposnotempo, às 22:16  comentar

 

 

Ainda sobre a 1ª República Portuguesa e o exercício do voto, nomeadamente no 1º  acto eleitoral realizado pelos republicanos, regulado pela lei eleitoral de 1911.

 

Como vimos poderiam votar apenas os maiores de 21 anos que soubessem ler e escrever ou que fossem chefes de família há mais de um ano.

 

Carolina Beatriz Ângelo (1877-1911), republicana convicta, que lutou pela eclosão da República em 1910 e foi a primeira médica operadora portuguesa, aproveitou a situação e imediatamente fez um requerimento para ser incluída no recenseamento eleitoral: era chefe de família (viúva) e tinha a seu cargo uma descendente menor (a filha, com sete anos).

 

“Ex.mo  sr. presidente da comissão recenseadora do 2º bairro de Lisboa. - Carolina Beatriz Ângelo, abaixo assinada, de trinta e dois anos de idade, natural da cidade da Guarda, freguesia de S. Vicente, viúva, médica residente em Lisboa, rua António Pedro, S. D., 1º andar, freguesia de S. Jorge de Arroios, 2º bairro, como cidadão português, nos termos dos artigos 18º e 20º do Código Civil, não excluída dos seus direitos públicos de eleitor por qualquer dos impedimentos taxativamente enumerados no artigo 6º do decreto com força de lei de 14 de março de 1911, e estando antes, compreendida em ambas as categorias de eleitoridade dos n.º 1º e 2º do artigo 5º do decreto referido, por quanto não só sabe ler e escrever, mas é chefe de família, vivendo nessa qualidade com uma filha menor, a cujo sustento e educação prevê com o seu trabalho profissional, bem como aos demais encargos domésticos - pretende em tempo e para todos os efeitos legais que o seu nome seja incluído no novo recenseamento eleitoral a que tem de proceder-se, por virtude dos artigos  15º e 16º  e outros do decreto citado de 14 de março de 1911. // Para tanto o requer a v. exª, tendo em vista o disposto nos artigos 17º e 18º do mesmo decreto com força de lei. Lisboa, 1 de abril de 1911. (Junta-se a certidão de idade). (Assinada), Carolina Beatriz Ângelo”[27].
www2.fcsh.unl.pt/facesdeeva/eva_arquivo/revista_11/eva_arquivo_numero11_j.html

 

Com um despacho posterior, favorável, de um juiz,  que entendeu que a lei admitia, de facto, essa interpretação ao não vincar especificamente que apenas admitia o voto masculino, Carolina votou mesmo, tornando-se uma das primeiras mulheres da Europa e do mundo a exercer esse direito (iniciado em 1893, na Nova Zelândia), por que tanto lutaram desde o final do século XIX as chamadas "sufragistas" (Emmeline Pankhurst, Emily Davison, Millicent Fawcett, Carolina Ângelo, etc. etc.).

 

http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Carolina_Beatriz_Angelo.htm

http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Hist_mulheres_em_portugal.htm

 

link do postPor temposnotempo, às 17:04  comentar

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