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Temposnotempo

Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...

Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...

Temposnotempo

20
Out08

Mundo desigual

temposnotempo

A propósito do Dia mundial contra a pobreza outros números saltaram, também, por aí:

 

(Lusa) - Oito por cento das europeus adultos com emprego vivem abaixo do limiar de pobreza e 9,3 por cento dos que têm idade para trabalhar vivem em agregados familiares onde todos os elementos são desempregados, segundo a Comissão Europeia.(…)

Ter um emprego nem sempre protege as pessoas de estarem em risco de pobreza. Em 2006, oito por cento dos cidadãos da União Europeia com emprego vivia abaixo do limiar da pobreza, enfrentando assim dificuldades em participar plenamente na sociedade.

Esta taxa variava entre quatro por cento ou menos na República Checa, Bélgica, Dinamarca, Países Baixos e Finlândia, 13 por cento na Polónia e 14 por cento na Grécia.

A pobreza em situação de trabalho está associada a salários baixos, poucas qualificações, emprego precário e, muitas vezes, ao trabalho a tempo parcial involuntário.(…)

As crianças são as que correm maior risco de pobreza (19 por cento na Europa dos 27). Este risco existe em todos os países, excepto nos nórdicos, na Grécia, Chipre e Eslovénia.

16
Out08

Tempos de pobreza

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Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

 

Amanhã (17), celebra-se do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, declarado pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1993. A partir de amanhã e até domingo (19), estão previstas diversas manifestações de organizações e movimentos sociais na busca de pressionar a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, cujo primeiro deles é a redução à metade dos níveis de pobreza até ao ano de 2015.

(http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=35545)

 

Para outra abordagem, mais completa e documentada, aconselho:

 

http://www.oct17.org/Historia-do-dia-17-de-Outubro.html

 

Mensagem da ONU:

 

Genebra, 16 out (EFE).- A fome que atinge atualmente 925 milhões de pessoas no mundo não poderá ser eliminada simplesmente aumentando os volumes de produção, mas requer uma mudança total do sistema produtivo.

Este é o principal ponto da mensagem emitida hoje pelo relator da ONU para o Direito à Alimentação, Olivier De Schutter, por ocasião do Dia Mundial da Alimentação.

 

"A violação diária e em massa do direito à alimentação tem sua fonte não na produção insuficiente de alimentos, mas em um sistema de produção cujos limites se tornaram claros agora. É preciso construir um novo sistema sobre as ruínas do antigo", afirmou.

 

Para o especialista, "a situação de fome no mundo é alarmante. Como resultado da atual crise, cerca de 100 milhões a mais de pessoas caíram na extrema pobreza. Hoje, há 925 milhões de pessoas com fome no mundo, dos 848 milhões do período 2003-2005".

 

De Schutter constatou que, "apesar de os preços dos alimentos nos mercados internacionais terem caído desde que chegaram a seu máximo em junho de 2008, os preços nos mercados nacionais continuam historicamente altos".

 

Em muitos países, acrescentou, especialmente nos importadores em desenvolvimento, o brutal aumento dos preços levou muitas famílias a reduzir a quantidade de comida que consomem ou a recorrer a dietas mais pobres, sem os necessários nutrientes para as crianças.

 

De Schutter ressaltou que o desafio "não é aumentar os volumes de produção, mas garantir que esta produção aumente a renda dos que mais precisam, pequenos agricultores que mal vivem de suas colheitas, trabalhadores rurais sem terra e pescadores".

 

"Isso significa não só manter os preços a níveis acessíveis, mas também reduzir a brecha entre os preços do produtor e os que pagam o consumidor", acrescentou.

 

O especialista afirmou que é preciso ajudar o pequeno produtor a fortalecer sua capacidade de produção e, ao mesmo tempo, protegê-lo das conseqüências dos voláteis preços internacionais e do risco da concorrência desleal dos produtores agrícolas dos países industrializados, que se beneficiam de subsídios maciços. EFE


(http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/)

 

16
Out08

Atrás dos tempos...

temposnotempo

 
Atrás dos tempos
Eu pego na minha viola
e canto assim esta vida a correr
eu sei que é pouco e não consola
nem cozido à portuguesa há sequer
quem canta sempre se levanta
calados é que podemos cair
com vinho molha-se a garganta
se a lua nova está para subir

que atrás dos tempos vêm tempos
e outros tempos hão-de vir

Eu sei de histórias verdadeiras
umas belas outras tristes de assombrar
do marinheiro morto em terra
em luta por melhor vida no mar
da velha criada despedida
que enlouqueceu e se pôs a cantar
e do trapeiro da avenida
mal dormido se pôs a ouvir

que atrás dos tempos vêm tempos
e outros tempos hão-de vir

Sei vitórias e derrotas
nesta luta que vamos vencer
se quem trabalha não se esgota
tem seu salário sempre a descer
olha o polícia olha o talher
olha o preço da vida a subir
mas quem mal faz por mal espere
o tirano fez janela p´ra fugir

que atrás dos tempos vêm tempos
e outros tempos hão-de vir

Mas esse tempo que há-de vir
não se espera como a noite espera o dia
nasce da força de braços e pernas em harmonia
já basta tanta desgraça
que a gente tem no peito a cair
não é do povo nem da raça
mas do modo como vês o porvir


Letra e música: Fausto

 


In: "Fausto - Atrás dos tempos vêm tempos", 1996

       (com a devida vénia a http://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/fausto-atrasDosTempos.html)

 

 

E já agora um convite para um outro dos seus temas mais conhecidos - querem experimentar?

http://br.youtube.com/watch?v=2O1xO-PqIMk

 

16
Out08

Josefa de Óbidos (3)

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Ainda sobre a Josefa para finalizar: falei de obras sobre ela - especializadas e inacessíveis.

 

Mas temos na BE da escola obras generalistas muito úteis para quem, afinal, pretende fazer apenas um pequeno trabalho, porque está ainda a aprender e não tem muito tempo! Aí vão:

 

- História da arte portuguesa, Paulo Pereira, Círculo de Leitores, 2006, vol.7, p. 14-16;

 

- História da arte ocidental e portuguesa das origens ao final do século XX, Porto Editora, 2001, p. 576-587 (pintura do barroco); p. 614-619 (pintura do barroco em Portugal);

 

e o sempre útil: - Como reconhecer a arte barroca, Edições 70, 1984

 

 

 

 

 

Bom trabalho!... e não esqueçam: procurem divertir-se!

15
Out08

Josefa de Óbidos (2)

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O estudioso português mais consistente de Josefa tem sido o Dr. Vítor Serrão.

 

Sobre a obra da pintora, para além de artigos diversos, tem publicados em Portugal, três livros, infelizmente - tanto quanto julgo saber - todos fora do nosso alcance: não os possuímos na BE; e tb não os há na nossa Biblioteca Municipal.

 

O mais recente deles - de 2003 - ainda se vê pelas livrarias, mas tem um preço alto de mais para se ir a correr comprar...

 

NATUREZA MORTA: POTE E CESTOS COM QUEIJOS, FIGOS E CEREJAS

 

NATUREZA MORTA: POTE E CESTOS COM QUEIJOS, FIGOS E CEREJAS

 Dos outros...:

Josefa de Óbidos e o Tempo Barroco, é de 1993, e é o contrário: é um pequeno livrinho da Imprensa Nacional, muito acessível e recheado de informação que ainda se encontra por aí.

 e 

O Essencial Sobre Josefa de Óbidos, é de 1995 e não sei muito sobre ele...

 

CORDEIRO PASCAL

 

CORDEIRO PASCAL

11
Out08

Arte barroca em Portugal - Josefa de Óbidos (1)

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Falámos - à pressa... - da pintura barroca: Velasquez, Rubens, Rembrandt... como exemplos dos nomes maiores...

 

A Ronda da Noite, Rembrandt, 1642

 

Ficou uma sugestão para a Josefa de Óbidos (1630-1684): estarão, certamente,  já alguns a tratar disso. Mulher, com pai português - o pintor Baltazar Gomes Figueira - e mãe espanhola, com nascimento em Espanha mas com uma formação e vida em Portugal (ou o nome não o elucide...).

 

Ficam, como aperitivo, três trabalhos dela e, já agora, um do pai. Aguardo os vossos trabalhos... e espero ter material para publicar aqui!

                                                                                                                                          

                                                                       

Maria Madalena, 1650

 

 

Natividade, 1669

 

                                               Menino Jesus, 1673

 

 

Baltazar G. Figueira, Milagre de Santo António, c.1670-80

 

 

09
Out08

Vejo o mundo

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IMAGEM DO MUNDO

 

Vejo o mundo. E ao ver as coisas do mundo,

com a sua realidade própria, vejo também

a diversidade que existe em cada coisa,

distinguindo-a, múltipla ou plural,

como se diz. No entanto, o que eu vejo

é sempre igual ao que eu penso

que o mundo é; e tudo se torna

semelhante, dentro deste mundo que é

o meu, e é sempre diferente do mundo que

existe no pensamento de outro. É por isso

que não penso nas coisas do mundo como

se fossem minhas; e que o deixo para os outros,

para que eles façam o mundo como quiserem,

para que seja diferente do meu, quando o

olho, e o que vejo me restitui o mundo

como eu o quero, diferente do mundo que

os outros pensam. 

 

 

Nuno Júdice, Geometria Variável, 2007

 

08
Out08

Tempo de conjunturas

temposnotempo

Vão particularmente carrancudas (e com algum mistério...) as conjunturas económicas,sociais e políticas (para não pensarmos noutras...) por esse mundo fora.

 

Mais uma vez os EUA "espirram" e por todo o lado se vêem a pulular as "gripes".

 

Tempo pois - nas palavras do Prof. Amado Mendes, no seu clássico A História como Ciência, Coimbra Editora, 2ª ed., 1989, p.164-165 - "de  eventos interligados, ocorridos no tempo médio, breve ou curto, sem carácter repetitivo. Consoante a sua intensidade e/ou repercussões, determinada conjuntura poderá:

 

         . não afectar as estruturas;

         . abalá-las profundamente, quando se trata, por exemplo de revoluções"

 

Olhando para a paleta de "eventos interligados" que vamos só conhecendo de raspão, alguém quer assumir a tarefa, "difícil", de vaticinar sobre a intensidade das suas repercussões? E, já agora, sobre a capacidade de absorção dessas estruturas - do sistema económico-social-político dominante, portanto -  do choque que está a acontecer e vai seguir-se?

08
Out08

Era uma vez...

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EL LOBITO BUENO

 

Érase una vez
un lobito bueno
al que maltrataban
todos los corderos.
Y había también
un príncipe malo,
una bruja hermosa
y un pirata honrado.
Todas estas cosas
había una vez.
Cuando yo soñaba
un mundo al revés.

José Agustín Goytisolo

 

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