Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...
29.10.08

Com a aplicação da máquina a vapor à navegação abriram-se novas perspectivas às viagens trans-atlânticas (entre um porto europeu e um americano ou vice-versa). Após as primeiras experiências, ainda com as rodas de pás laterais, a evolução foi-se acelerando à medida que o uso crescente do ferro para o fabrico dos cascos e estruturas,  ia substituindo, por sua vez, o uso da madeira.

 

Um dos primeiros navios a vapor - os "Steamers" - com capacidade para efectuar a travessia do Atlântico foi o SS Unicorn da Companhia inglesa Cunard Steamships Ltd (Cunard Line), em Maio de 1840. Com 24 passageiros levou 14 dias, a uma velocidade média de 8 nós.

Em Julho o RMS (Royal Mail Service) Britannia, capaz de levar 115 passageiros, conseguiu 12 dias e 10 horas na ligação Halifax-Liverpool.

 

ship model o Great Western (modelo no Museu de Liverpool)

 

Corriam pois desfavoráveis os ventos da História para os antigos navios à vela que ao longo do século XIX se tinham aperfeiçoado muito no desenho e no velame, na tentativa de resistirem às novas possibilidades dos navios a vapor- mas também, durante bastante tempo, às incapacidades deles... no domínio do abastecimento em carvão, por exemplo. Fruto destes progressos surgiram e impuseram-se quanto puderam os "Clippers", que na segunda metade do século concorrenciaram directamente com os "Steamers" na luta pelos recordes das travessias mais rápidas do Atlântico.

 

Plano vélico do clipper Ariel.

Plano vélico do clipper Ariel onde se podem observar o pica-peixe (1), os paus de cutelo (6) e a tracejado, a varredoura (2), os cutelos (3), o cutelinho (4) e velas de entremastro (5). (in http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_fev2006/pag_15.html)

 

 

"Todas as inovações e técnicas desenvolvidas durante o século XIX, com recurso a um crescente aumento da área vélica nos grandes veleiros, tornaram possível o que era tido como impensável umas décadas antes. Assim, no último quartel deste século de ouro para a navegação à vela, havia navios que, com bom vento, conseguiam manter velocidades superiores a 16 nós, quando, em 1810, só muito dificilmente o aparelho de um navio se aguentava sem danos de monta se este ousasse manter o pano caçado para navegar a velocidades superiores a 10 nós."  (http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_fev2006/pag_15.html

 

 

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