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Temposnotempo

Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...

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Temposnotempo

08
Fev09

1924...

temposnotempo

        André Breton (1896-1966)

 

 

O poema do Pablo Neruda que vos deixei - ah, e já sei que a edição portuguesa das 20 Canções de Amor... é da D. Quixote, de 1973 (e já ia na 13ª edição, em 2003, data do exemplar mais recente da Biblioteca Municipal), e tem uma tradução do Fernando Assis Pacheco - teve edição em 1924 como vos disse.

 

Ano importante, para a poesia, esse: em França André Breton publicou o 1º Manifesto do Surrealismo, documento fundador da primeira fase do movimento surrealista que pretendia "dinamitar" as bases (e não só!) do que até tinha sido a literatura e a poesia (e que depois se espalhou para a pintura e escultura, a publicidade e ficção científica, como vamos ver no 9º ano). Como movimento de ideias, estendeu-se a outros campos do pensamento e da actividade humana, modificando fortemente o gosto e a cultura de massas da primeira metade do século XX (mas não só, porque continua vivo, embora mais circunscrito a no alcance e no número dos seus cultores-mentores).

 

Frases como estas são elucidativas:

 

"Não temos nada a ver com a literatura. No entanto, quando é necessário, somos capzes de nos servir dela, como outros quaisquer." (Declaração colectiva de Janeiro de 1925);

 

"O surrealismo não é um novo ou mais fácil meio de expressão e ainda menos uma metafísica da poesia. É um meio de total libertação do espírito e de tudo o que se lhe assemelhe" (idem);

 

"Somos especialistas da Revolta... O surrealismo não é uma forma poética. É um grito do espírito" (idem).

 

(cont.)

 

 salvador_dali Salvador Dali, Nascimento de desejos líquidos, 1931-32

 

 

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