Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...
7.10.11

- Para o estudo da Arquitectura Românica deixo-vos alguns exemplos principais:

 

 1. Sé Velha de Coimbra (1ª metade do século XII) - D. Afonso Henriques:

 

 

 

 

2. Igreja de Santiago -  Coimbra (finais do século XII-início do século XIII) - D. Sancho I:

 

 

     

 

 

 3. Sé de Lisboa (1150...) - D. Afonso Henriques, depois da conquista de Lisboa aos mouros, no local da antiga mesquita muçulmana:

 

 

 

 

http://www.ezimut.com/pois/se-de-lisboa/attachment/se_lisboa_interior

 

 

4. Igreja de S. Pedro de Rates (Póvoa do Varzim) - (1100...) - Condes D. Henrique e D. Teresa:

 

Ficheiro:Igreja de Rates.JPG

 

 

Ficheiro:Sao Pedro de Rates Church2.jpg Interior

 

 

 Cabeceira exterior

 

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_S%C3%A3o_Pedro_de_Rates

link do postPor temposnotempo, às 10:27  comentar

31.10.10

 

 

   Pormenor de uma pintura da Flandres (A Peste Negra em Tournai)

http://umolharsobreomundodasartes.blogspot.com/2009/10/acontecimento-peste-negra.html

 

 

Muito do nosso imaginário europeu, no que se refere ao século XIV, está ligado a um acontecimento absolutamente trágico - creio mesmo que o mais trágico de sempre, olhando à percentagem (aproximada, uma vez que não se possuem números exactos) do número de vítimas (entre 30 e 40% da população europeia, em média, conforme as regiões - várias dezenas de milhões de mortos, portanto): a "Peste Negra".

 

 

 

 

A peste, nesses tempos recuados (documentada já no século V a.c., em Atenas, por exemplo, onde Péricles morreu de peste)  era um fenómeno habitual, endémico.

 

Sem perceberem as suas causas (nada se sabia então sobre vírus, bactérias, infecções), julgavam que a peste era um castigo divino. Mas ao mesmo tempo foram percebendo a ligação que existia entre os períodos de peste e a chegada às cidades de comerciantes estrangeiros provenientes de zonas contaminadas.

 

Não dispondo de meios científicos para a debelarem, só restava a esses homens e mulheres, para além desse controlo de chegadas, a fuga desesperada quando os primeiros casos se declaravam, na tentativa desesperada de se afastarem dos infectados.

 

Quando já era tarde ou não o podiam fazer, restava-lhes recorrer aos meios de combate disponibilizados (totalmente ineficazes) pelos escassos meios "médicos" existentes: o isolamento dos doentes; as fumigações e a queima das roupas, casas e pertences dos infectados; as rezas e procissões expiatórias (em que os participantes se auto-flagelavam com chicotes e outros instrumentos agressores); as danças místicas; poções e unguentos "mágicos" e pouco mais. São tempos de obscurantismo e, por isso, da prática de atrocidades terríveis: na Alemanha, na França, na Catalunha, por exemplo, as populações culpam e massacram os judeus, acusados em muitos casos de terem envenado a água dos poços.

 

 

  

   Médico da época com um vestuário anti-peste

 

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Peste_negra

 

 

Classicamente as causas desta epidemia, considerada uma "peste bubónica" foram atribuídas a bactérias do tipo da "Yersinia pestis", tendo os ratos e as pulgas como veículos da inoculação principais. Presentes nos ratos, eram essas bactérias transmitidas às pulgas que, depois, ao picarem os seres humanos, lhas inoculavam. Outros meios de inoculação eram possíveis: mordedura de ratos, contacto com cadáveres infectados, inalação de gotículas de saliva contaminada ou contacto com sangue igualmente contaminado.

 

A evolução da doença era rápida e os sintomas horrorosos: verificava-se o aparecimento de chagas ("bubões") que ao multiplicar-se deixavam o corpo todo negro, daí a designação da epidemia que ficou para a História. Mas um outro tipo de sintomas surgiu também então: uma infecção pulmonar que evoluia mutio mais depressa e se transmitia rapidamente pelo ar (saliva).

 

Em Portugal terá entrado em Setembro de 1348, tendo sido as cidades e as zonas de mosteiros as mais afectadas. Calcula-se que cerca de dois terços da população terá sido atacada e cerca de um terço não terá sobrevivido.

Mas o pior é que ao surto de 1348-1350 se seguiram outros que, embora menos mortíferos, ainda debilitaram mais - fisicamente e moralmente - as populações: há registos nos documentos de "peste" em 1356, 1361-63, 1374, 1383-85, 1389, 1400, 1414-16, 1423, 1429, 1432, 1437-39, 1448-52, 1456-58, 1464, 1472, 1477-81 e 1483-87, todas elas com correspondência europeia (sigo, A.H. de Oliveira Marques, Portugal na Crise dos Séculos XIV e XV, Presença, p.21).

 

No entanto, outros estudos têm vindo a alertar para a provável acção conjugada de vírus, de tipo hemorrágico, ou mesmo para o facto de ser essa a causa principal da "pestilência, e estarmos perante uma "peste hemorrágica" e não "bubónica".

 

 

 

No século XVIII a Peste começou a desaparecer da Europa. Em Portugal a última foi em 1899, na cidade do Porto. Hoje a ciência médica dispõe de meios cada vez mais eficazes, embora as epidemias graves continuem a assolar as populações de todo o mundo.

 

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13.10.10

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                            

 

Música na Idade Média! Um tema vasto e delicioso!

 

Para o tempo que atravessamos nesta fase do 8º ano - séculos XI-XIII - , temos no lado da cultura erudita (a das Cortes, dos Reis e da nobresa; a religiosa) a época da afirmação dos Trovadores. Os mais importantes - Adam de la Halle, Bernard de Ventadour e vários outros - são franceses, das terras do sul. São nobres letrados que escrevem as letras e as músicas das suas canções, falando das Cruzadas, das amadas, da Primavera ou da Virgem. Mas este estilo musical espalhou-se por quase toda a Europa, Portugal incluído.

 

No campo da cultura popular, a cultura do povo dos burgos, das cidades ou dos campos, os ritmos são outros, quase sempre mais ritmados e dançantes, adequados ao clima de festa que se associava às romarias e aos mercados-feiras onde se reuniam as gentes e cantores populares ou jograis. Nestes séculos foram moda géneros com as "estampidas" (flauta e tambor), os "virelai", os "rondós", as "frottola", os saltarellos, os "vilancicos", etc..

 

 - Do grupo português "Strella do Dia":

 

 

 

- Dos Trovadores:

 

 

 

 

 - Outros exemplos:

 

 

 

 

 

 

Os instrumentos? Harpas, saltérios, liras, violas de arco, sanfonas, alaúdes, guitarras, trombetas, cornetas, flautas, etc. etc..

 

 

 

Espero que gostem destes exemplos que procurei, dentro dos disponíveis.

 

 

link do postPor temposnotempo, às 22:49  ver comentários (2) comentar

10.10.10

 

Deixo uma surpresa! Alertado por uma aluna do 9º ano participante, fui à procura desta orquestra de jovens que neste Verão passou pela Figueira.

 

Do espectáculo que deram no CAE retiro um exemplo fortíssimo - parabéns!! - do excerto mia conhecido de uma cantata famosa do compositor austríaco Carl  Orff, a Carmina Burana escrita em 1937, tendo por base os poemas medievais que a seguir vos refiro e algumas notações musicais breves e dispersas pelo manuscrito.

 

Não é por acaso que faço esta escolha: os Carmina Burana são textos poéticos incluídos num importante manuscrito do século XIII - o Codex Latinus Monacensis - encontrado no século XIX num mosteiro da Alta Baviera (Alemanha).

 

Parabéns à Énia (e certamente a outros alunos da escola que também terão participado) que me deu a dica e também me alertou para a saída de um primeiro disco que já gravaram.

 

 

 

 

link do postPor temposnotempo, às 18:38  comentar

18.9.10

Bem, o ano lectivo arrancou, é um facto!

 

Não saiu propriamente como um Fórmula 1, mas a 1ª semana já passou ("na brasa") e se não arrancarmos daqui ... dando "corda aos sapatos" do Blogue... cruzes!!... só veremos a envolver-nos a núvem do pó!!

 

Portanto: desejos de um bom ano lectivo, com trabalho estimulante, que inquiete, transforme e ... traga sucesso pessoal!!

 

Neste ano as minhas atenções estarão centradas nos alunos que tenho (3º Ciclo): 8º e 9º anos.

 

Para todos (uns para relembrar; outros para recomeçar) deixo-vos uma sugestão, com todas as reservas que os filmes de ficção - apesar da base histórica - nos têm sempre que merecer!

 

Depois falamos!

 

O prof.: FM

 

 

 

 

link do postPor temposnotempo, às 11:07  ver comentários (1) comentar


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