Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...
12.10.10

Aí vão as fotos prometidas:

 

 

   

Pormenor (reparem, ao longe, no Forte de Santa Catarina, com a bandeira desfraldada)

 

 

Bem, faço-o mais cedo do que pensava, mas roubei aqui um tempito a outras coisas da escola e vão já, as tais fotos, tiradas por mim à minha gravura colorida, uma edição que a Assembleia Figueirense editou há já uns anos atrás e que aprecio muito.

 

 

 

Pormenor (reparem na Vila na torre da Casa do Paço à direita e à da Igrje Matriz, mais à esquerda)

 

 

Da legenda, em inglês (edição feita em Londres, em 1812, estavam as coisas a continuar a correr mal para o lado de Napoleão, depois da 3ª derrota em Portugal, e com a Campanha da Rússia a começar a falhar...) consta:

 

 

 

 

The landing of the british army at Mondego bay

To Cap. Pultney Malcolm R N to whom was confided  the Naval Comand of the Expedition

 

     This print is respectfully inscribed by his most obedient Serv.t - H. L'Evéque

link do postPor temposnotempo, às 15:31  comentar

Parei de procurar, noutro tamanho, a gravura que quero deixar-vos aqui.

 

Avanço para aquela que aparece disponível na net. Não se vêem bem os pormenores (sobretudo os da Vila ao fundo, os mais deliciosos para mim...), mas não tenho por agora hipótese de fazer melhor. Vou tentar, entretanto, fotografar directamente a edição a cores que possuo e, se ficar bem, publico-a mais tarde. Para não perder parte da oportunidade deixo-a então. É da autoria de um oficial inglês e foi publicada em Inglaterra alguns anos depois (Londres, 1812).

 

 

 

É um documento precioso sobre o desenho da Vila da Figueira ao fundo e sobre a valente trapalhada que era garantir o desembarque de vários milhares de soldados para terra com o respectivo material e os animais e mantimentos. Muitos ficaram completamente empapados e há descrições de alguns soldados (cartas sobretudo) que nos falam disso. Outro exemplo: Assim que os barcos portugueses, apinhados com os nossos soldados, alcançavam a crista da onda, veloz e espumosa, todos os remadores davam um impulso derradeiro ao barco; se acontecia sermos apanhados pela onda, éramos despejados com total falta de cerimónia sobre a areia, desabando por terra tal como uma carga de peixe e não um barco carregado de briosos soldados. Atirados pois para a areia da praia, ali ficámos atordoados e encharcados pelas ondas, quais náufragos desgraçados... (in A Guerra Peninsular em Portugal:relatos britânicos

 

É também interessante ver que a Vila está relativamente perto do local onde está o observador-desenhador: tem dado que pensar este facto. Se calhar a barra que na altura estaria perto de Lavos, não estaria afinal tão longe quanto isso...ou então (e poderá ser o mais certo) o desenhador, para bem da composição geral, tratou de aproximar o que estaria mais longe...

 

Para outros pormenores do desembarque e para o assalto ao Forte de Santa Catarina - para expulsar os franceses e permitir a aproximação da esquadra inglesa - que o precedeu, não preciso de gastar tempo; remeto-vos para uma síntese óptima e... é só aproveitar!!

link do postPor temposnotempo, às 13:09  comentar


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