Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...
2.12.08

Vi o cabo no começo,

Vejo o começo no cabo,

De feição que não conheço

Se começo nem se acabo.

 

Quando meu mal comecei,

Com muito bem começou,

Mas o fim que lhe esperei

No começo se acabou;

Acabou-se no começo,

Pois se começa no cabo,

De modo que não conheço

Se começo nem se acabo.

 

No começo do meu mal

Vi cabos de muito bem,

Mas este bem saiu tal

Que nenhum bom cabo tem;

Faço no cabo começo,

Sendo no começo cabo,

De feição que não conheço

Se começo nem se acabo.

 

Cristóvão Falcão, Trovas de Crisfal, 1536?

 

link do postPor temposnotempo, às 23:28  comentar

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