Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...
1.12.08

 

É quase obrigatório, em dia de feriado, referir o 1º Dezembro de 1640.

 

Como é sabido, através de um golpe palaciano conseguiu-se a "Restauração" da independência portuguesa, depois de um período de 60 anos em que o rei de Espanha foi também rei de Portugal.

 

Por detrás do golpe esteve um grupo de conjurados, nobres e letrados, que, na sequência de várias revoltas populares, colocou na chefia o Duque de Bragança, o futuro D. João IV, afinal aquele que, por direito - foi essa a teoria que defenderam para o legitimar interna e externamente - poderia reivindicar a coroa que, em 1580,  havia sido usurpada à Casa de Bragança por Filipe II e seus sucessores.

 

Claro que da parte da Espanha - ainda na altura a maior potência mundial, embora já em declíneo acentuado - não seria de esperar outra atitude que não fosse a da guerra. Mas o momento tinha sido bem escolhido pelos conjurados: no norte a guerra com as Províncias Unidas (Holanda) caminhava para a derrota final; na Catalunha tinha estalado (1640), antes da nossa, uma profunda revolta que mobilizou todas as atenções de Madrid e, como se não chegasse, prosseguia a guerra com a França, dava-se a perda de Nápoles e Sicília (1647), e iam acontecer os desaires militares com Portugal, que descambaram nas nossas vitórias decisivas do Ameixial (1663) e de Montes Claros (1665), e, depois, no Tratado de Paz de 1668 (Lisboa).

 

 

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