Este é um blogue instrumental, feito sem veleidades. Penso nos meus alunos e na forma de o usar para lhes ser útil: experiência que se quer alimentada de experiências... e de invenções dos tempos que não temos tempo para ter...
26.10.08

Com os códigos escritos decifrados deu-se a abertura ao(s) espanto(s): a literatura, a poesia, os papiros administrativos, os “tratados médicos”, os escritos políticos, as inscrições nas pirâmides, nos túmulos e nos templos a “falarem”,  a revelarem, finalmente, o que por tantos séculos calaram, prontos a dialogar com toda uma imensa curiosidade acumulada e “milhentas” interrogações com respostas por compulsar…

 

 Papiro de Turim (Reinado de Ramsés II?-1279-1213 a.c.)

 

Fica, sobretudo, esta capacidade de nos seduzirem, de nos fazerem sentir muito perto deles, em muitas coisas, como se 3 mil anos não fossem mais que uma dúzia de décadas, disfarçadas…

 

Dois exemplos apenas, de poemas datados entre 1567 e 1085 a.c. que retiro do livro Poemas de Amor do Egipto Antigo (tradução de Hélder Moura Pereira, Assírio &Alvim, 1998)

 

 

1.

 

Tê-la visto

Tê-la visto aproximar-se

Com tanta beleza é

Alegria para sempre no meu coração.

Nem o tempo eterno pode retirar-me

Aquilo que ela me trouxe.

 

2.

 

Quando me dá as boas vindas

De braços bem abertos

Sinto-me como aqueles viajantes que regressam

Das longínquas terras de Punt.

 

Tudo se muda; o pensamento, os sentidos,

Em perfume rico e estranho.

 

E quando ela entreabre os lábios para beijar

Fico com a cabeça leve, fico ébrio sem cerveja.

 

link do postPor temposnotempo, às 18:44  comentar

De Anónimo a 20 de Novembro de 2008 às 13:15
esta muito fixe stor...
gostei do poema está fixe
ana alves 9ºA

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